Mandrake – 1×09: Brasília

mandrake-2.jpg

Finalmente a nova fase de Mandrake está de volta e desta vez ele vai ter que gastar um pouco da sua lábia no planalto central. Confesso que voltar a assistir Mandrake me causa um conflito de sentimentos muito grande. Por um lado essa é o tipo da série que faz jus ao padrão de qualidade HBO, com um tema mais adulto, linguajar realista, sexo, drogas e etc, mas por outro lado é muito difícil ficar empolgado com uma série que teve provavelmente o maior hiato da história (quase dois anos), e ainda por cima voltar com meros cinco episódios sem nenhuma perspectiva para uma segunda temporada.

Spoilers Abaixo:

Negativismos à parte, esse novo episódio foi melhor do que eu esperava. Quando fiquei sabendo que Mandrake iria a Brasília, já fiquei com um pé atrás, afinal o Rio de Janeiro sempre foi mais que o pano de fundo para trama, ele é quase que um ícone ou um personagem da série, mas esses novos ares do cerrado foram bem aproveitados.

Para quem não lembra do episódio anterior que concluiu a primeira fase, Mandrake acaba no hospital depois de ser baleado e com a notícia de que Berta está grávida. Mais uma vez ele começa o episódio baleado e logo depois da narração em off voltamos no tempo para descobrir como que ele chegou naquela situação entre a vida e a morte. Ainda no Rio de Janeiro, Mandrake recebe a noticia de que Berta decidiu interromper a gravidez e mudar se para Amsterdã. Mesmo sendo o mulherengo incorrigível que é, ele fica abatido com essa decisão inesperada e parte para Brasília para procurar uma garota de programa desaparecida.

Achei muito legal como a série mostrou o submundo da sacanagem em Brasília. Churrasquinho, poker, muita bebida e mulher à-vontade para os ministros e deputados de plantão. Imagino que deve ser aquilo mesmo na vida real.

As participações especiais também foram ótimas. Jamanta como sacerdote Severino, Seu Pires na pele do deputado Aurélio, Capitão Fábio como o ajudante do sacerdote, o melhor amigo Raul que agora faz parte do elenco fixo e tem sempre cenas bem engraçadas gerando aquele bom alívio cômico e é claro belas mulheres como sempre.

Embora alguns clichês de sempre como o bandido tomar um tiro e o mocinho ser salvo no último instante estarem presentes nesse episódio, fiquei satisfeito e acredito que a série só vai melhorar daqui para frente. Mas o maior paradoxo foi a do tóxico sem agrotóxico. Dei muita risada.

Anúncios

6 comentários sobre “Mandrake – 1×09: Brasília

  1. E’ impressao minha ou esses seriados brasileiros como Mandrake e Filhos do Carnaval sofrem de FALTA de pós-producao? Explico… Nos seriados americanos e ate nos filmes da Globo Filmes as imagens são *claras*, límpidas, bonitas e passam impressao de bem iluminadas e bem acabadas (normalmente os filmes da Globo Filmes sao os unicos filmes brasileiros que sao bem acabados assim). Ja nos dois seriados citados (Mandrake e Filhos do Carnaval) as imagens são feias, escuras (nao tem nada a ver com filme noir, fica parecendo problema de iluminacao deficiente mesmo), “sujas”… Elas são EXATAMENTE como aparecem boa parte das imagens daquelas “cenas deletadas” nos DVDs comerciais, onde às vezes o diretor até se desculpa e explica que as imagens estão ruins e escuras daquele jeito porque como elas foram eliminadas do filme, não passaram pelo “processo de pós-produção”…

    Por sinal esse tipo de imagem “suja e escura” é traço comum do cinema brasileiro, como eu disse apenas a Globo Filmes parece dar um tratamento de imagem que deixa os filmes dela com “cara limpa” de filme americano.

    E aí, alguém mais já notou isso? Essa imagem ruim dos seriados brasileiros é falta de grana mesmo para pagar a tal “pós-produção”?… (que, se duvidar, tem que ser feita no exterior…)

    Ou só estava tudo escuro porque eu assisti à HBO no canal 37 da Net Analogico, e o problema era no canal?

  2. Não-acredito-que-esqueci-de-ver-Mandrake!!!!!

    Porcaria, porcaria, porcaria, porcaria.

    Fui fazer uma maratona de Dexter e nem lembrei. Goddamn it!

  3. Não acho que Mandrake faça jus ao padrão de qualidade (americano) da HBO. A “primeira” temporada foi fraquíssima. Os roteiros eram bobos, superficiais e completamente clichês. O excesso de participações especiais (que pelo visto continuará) também não ajudou. Os únicos destaques positivos foram o Miele e o Marcelo Serrado, porque nem o Marcos Palmeira me convenceu muito.

    O episódio ‘Brasília’ serviu apenas para confirmar o que eu pensava da série. Uma decepção.

  4. Olha Rubens aq em casa é net digital e eu nao percebi essa imagem suja e escura que vc falou!! Não sei se faz tanta diferença assim do analogico pro digital, mas nao notei isso nao!!
    Miguel pode ser mesmo que eu esteja um pouco cego quanto ao padrão de qualidade por gostar muito da série!! A primeira fase que vc achou fraquíssima eu achei ótima com personagens e tramas muito divertidas!! Os YAG, Eric Angel, Bebel, Baby, Raul, o senador alagoano dono da sunshine girls…pra mim não consigo lembrar de outra série brasileira tão marcante!! Isso pq eu sou da época de Labirinto e A Justiceira.

  5. “Mas o maior paradoxo foi a do tóxico sem agrotóxico. Dei muita risada.”
    parei de ver na hora e fui pro net pra saber se alguém tinha pescado essa.
    Muito bom.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s