American Idol – 7×06: Miami

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Por Lucas Carvalho

Beleza, pessoal? De volta com o American Idol Rollercoaster. É uma montanha-russa de episódios, com momentos vergonhosos e brilhantes enrolados numa porção só da temporada.

Este foi o episódio de Miami que, ao contrário das expectativas depois de Omaha, até que se manteve interessante along the way. Antes de entrar no mérito da questão e falar sobre os mais marcantes de hoje, é preciso responder a uma colocação feita a respeito dos comentários de ontem.

Spoilers Abaixo:

O American Idol está rolando há mais de cinco anos. São cantores que vêm e vão nessas seis (Agora sete) temporadas que a gente acompanha pela televisão. E existem pessoas que não tiveram a oportunidade de assistir ao programa desde o início – muita gente começou a ver o programa a partir da 5ª temporada, outros só viram a passada. É natural que essas pessoas que não acompanham o programa há tanto tempo tenham expectativas mais baixas em relação aos candidatos aprovados nas auditions.

Por outro lado, quem assiste há mais tempo quer ver melhora. E melhora considerável! Eu e os fãs de carteirinha da velha guarda do Idol queremos ver um novo Kurt Nilsen passando pra Hollywood, um Heinz Winckler, um Anthony Callea, uma amadurecida e não-precoce Charice Pempengco e assim por diante. Queremos ver coisas alucinantemente mais chamativas, convidativas e surpreendentes. Portanto, nossos padrões são lá em cima – daí as críticas.

Ufa.

Agora vamos lá. Os mais marcantes de hoje, na ordem (E tenho dito!):

Shannon McGough: Uma moça de 18 anos com um quê de estilista, vinda de uma cidade com um nome bem estranho (Okeechobee), uma percepção bem equivocada sobre o timbre que tem, um arroto estarrecedor e uma voz fora de controle – e péssima escolha de música pra cantar na frente dos jurados. É, foi a combinação perfeita… Pra um desastre completo. Em primeiro lugar, e isso eu já disse antes, Janis Joplin não foi feita pro American Idol – as músicas dela, por conseguinte, devem ser evitadas, no mínimo! Em segundo lugar… Se ela passasse, quem ia conseguir dissociar a imagem e a voz da Shannon do arroto dela? Blergh.

Robbie Carrico: Eu quero deixar bem claro que eu fui um dos que criticou o Chris Daughtry depois da audition dele na quinta temporada – então, por vezes a minha crítica não corresponde muito à realidade (Tipo como as previsões equivocadas do Simon sobre o Taylor Hicks dentro do programa). Mas não gostei do Robbie. Canta bem, parece legal… Mas é original? É novo? É inovador? Nada. Achei que ele cantou só um pouco acima do que poderia ser considerado um nível mediano, falando sério.

Ghaleb Emachah: Parece um bocado com o Antonio Banderas, esse cara. Tem 27 anos, portanto tá chegando na zona limítrofe. Canta bem (Com alguns problemas de afinação) pra um Latin-American Idol, mas se ele não conseguir junto aos produtores uma brecha na estrutura do programa pra cantar em espanhol durante a competição inteira… Ele roda. Mas o cara é charmoso, tenho que admitir.

Corliss Smith: Outra Paris Bennett lookalike. Canta bem, mas dá pra perceber na voz dela algumas falhas aqui ou acolá. É como se ela cantasse numa linha melódica e não conseguisse atar os nós nas partes mais agudas – vou falar disso outra vez ainda hoje. Tem um jeitão de cantora gospel e pode ficar por mais tempo se sustentar essa imagem durante a competição.

Brittany Wescott: Gostei mais da voz dela que da voz da amiga. Ela parece alcançar notas mais altas com mais segurança – e a voz parece inteira. Precisa escolher muitíssimo bem as músicas pra seguir em frente no programa. Agora, só uma observação: geralmente, é altamente recomendável que as pessoas não entrem na audition room em dupla ou trio. Porque a competição mano a mano, que deveria começar só em Hollywood, começa lá mesmo (Já vi acontecer um bocado de vezes). No caso delas, no entanto, não fez mal – ambas cantam bem, mas é difícil dizer se vão sobreviver aos próximos episódios.

Suzanne Toon: Suzanne Desenho. Gostei de algumas coisas na voz dela – analisando o todo, não acho que essa sensualidade que os jurados perceberam seja realmente proposital. É falha, estranha e um tanto quanto fora de controle, em certas partes. A meu ver, a não ser que acerte em tudo o que escolher até o Top 24, ela roda.

Ramiele Malubay: Bonitinha, a Ramiele. Achei a voz legal e, a não ser que ela faça alguma coisa muito errada em Hollywood, ela tá garantida no Top 24 – dá pra sacar sem fazer muito esforço que o programa quer alguém como Ramiele por lá. Ela é carismática. No entanto… Qual é o problema dessas mulheres que escolhem essas músicas gigantes pra cantar? Começam lá no alto e a gente já fica pensando: “Ela não vai conseguir subir, não vai conseguir”. Não dá pra arrasar cantando super bem uma música sem tanta subida? Que coisa.

Syesha Mercado: Tai uma boa early favorite. A Syesha canta muito bem me-esmo. O problema dela é que ela começa lá em cima uma música como “Think”, que vai subir mais. Ela foi afinada, mas como a voz subiu muito, ficou irritante. Se ela baixar um pouco no começo, vai ficar belíssimo. Torço pra que ela siga adiante, a história com o pai é bem bonita e a voz, bastante promissora.

Natashia Blach: Eu confesso que eu não entendi esse “three yesses‘” dos jurados. Não consigo ver essa moça se dando bem em Hollywood – não é nada expressiva e, se há alguma justiça na competição, tem que ser eliminada sumariamente naquela parte das filas.

Ilsy Lorena Pinot: Deu pra perceber que a influência latina foi uma constante desse episódio, não deu? A Ilsy canta bem – e eu gostei demais da voz dela no “Unfaithful” da Rihanna. Ficou muito bom mesmo e quem sabe? Pode ser que a Ilsy seja uma das eleitas pro Top 24 (Sou só eu ou ela parece muito com a Wanderléa?).

Richard Valles: Lembrei de uma crise de rinite que eu tive há umas semanas atrás, não sei por quê… Eu fico imaginando se o J.D. de Scrubs cantasse no Idol. Acho que seria alguma coisa próxima ao que a gente ouviu do Richard.

Julie Dubela: Uma das coisas que eu gostei de ver nesse episódio foi a Julie, trazida de uma outra competição de canto. Foi super interessante ver como a voz dela engrossou e como ela ficou plástica em apenas quatro anos. A audition não foi de todo má, mas foi tudo muito interpretado, muito teatral – meio Off-Off-Broadway. De resto, foi realmente vergonhosa (Como sempre é) a parte em que ela pensou em cantar outra música, para desconvencer os jurados do “Não” que tinham acabado de dar.

Brandon Black: Não vou comentar nada sobre esse cara, que francamente… Foi um palhaço trazido pelos produtores pra não dizerem que faltou ridículo nesse episódio. A única coisa a dizer é um aviso pra todos os homens aprovados nessa etapa – cantar fazendo strip é pedir pra ser eliminado. O Simon ficou irritadíssimo, bem como as pessoas que ainda estavam assistindo ao programa (Porque muitos foram acometidos de vergonha alheia).

Intrigante é saber que apenas 17 pessoas foram aprovadas em Miami. Então, fora as que foram comentadas aqui, sobram oito candidatos que não foram agraciados com uma aparição diante das câmeras. Mas tudo bem – a gente vê eles serem eliminados em Hollywood… Ou no Top 24, quando eles cantarem relativamente bem, mas sem apoio de fãs conquistados no decorrer do programa (Em virtude de não terem aparecido).

É isso aí, galera! Agora é esperar por Atlanta! Até a próxima semana. ;)

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4 comentários sobre “American Idol – 7×06: Miami

  1. Achei a Ramiele Malubay uma mistura da Jasmine Trias com a DeGarmo. E pelo que pareceu canta mais que a primeira, mas vamos ver, gostei muito dela.

    Quanto ao Ghaleb Emachah, o cara é carismático e torço para ele se encontrar.

    Faltou pessoas com personalidade na última temporada, espero que percebam isso e deem oportunidade para pessoas diferentes agora.

  2. Chatissimo esse ep., acho que a melhor coisa foi ver aquela mulher tomando um tombo forçado quando eles mostravam cenas do próximo episódio.

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