House – 1×05: Damned If You Do

Esse é apenas o quinto episódio da série e eu já me enjooei com a fórmula! Não é possível que eles tem que ser tão limitados a simplesmente colocar uma doença que ninguém sabe o que é e só descobrirem quando a pessoa está quase morrendo, através de algo bem abstrato, e bem depois de utilizarem inúmeros medicamentos pra doenças diversas. Desabafei! Só vou continuar assistindo porque 10 em cada 10 pessoas que acompanham House semanalmente acham a série muito foda.

Uma freira e todos os clichês imagináveis, incluindo uma cruz de bronze, que servia como método contraceptivo em seus anos dourados, que estava dentro do seu corpo há Deus sabe quanto tempo. Como uma mulher não iria se lembrar que enfiou aquilo em seu corpo e não tirou mais? E nem assustada, ou surpresa pelo menos, ela ficou quando viu a radiografia, com aquela cara de “ele encontrou um milagre”. E não venham com a conversa de “mas ela era drogada…” que não cola.

No minuto em que ela preferiu tomar o remédio com o seu chá ao invés da água oferecida pelo doutor eu já sabia que ali estaria a solução da doença, ou pelo menos parte dela. Dito e feito. Depois de ir visitar a Madre Superiora da tal freira, House, brilhantemente, resolve a charada depois de um gole da água quente com ervas, dup!

Eu realmente queria que ele tivesse dado a dose errada de epinefrina (ou whatever) pra guria. É irritante a pose de super-fodão que ele tem e a forma como seus subordinados aceitam tudo que ele faz, como se fosse o próprio Deus. Nem a revelação de que o Chase já estudou em um seminário e o mistério das circunstâncias de sua partida do tal convento serviram para levantar meu interesse pelo episódio.

Duas cenas, entretanto, foram bacanas. Uma foi uma consulta na clínica, onde ele receita dois cigarros por dia a um paciente que sofria com problemas no intestino. House, quando quer, consegue quebrar idéias formadas que geralmente temos sobre médicos de forma simples e honesta, mas só quando quer. A outra foi no fim do episódio, quando o Wilson vai passar o natal com o médico rabugento e dá pra notar que ele é capaz de se divertir e ser um pouco normal, mesmo jantando comida chinesa dia 25 de Dezembro.

Depois de tudo isso acho que ficou claro que não haverá mais coments dos episódios, né?

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29 comentários sobre “House – 1×05: Damned If You Do

  1. Daniel, parei de ver House exatamente por causa disso, tava no oitavo episodio e nada mudava, tem até uma paródia na Mad tv sobre isso, é hilária.

  2. Tenho esse problema com House. Acho o personagem bacana, mas a estrutura da série é muito chata. Ainda por cima o tema é doenças. O mesmo acontece com os CSI da vida.

  3. Talvez o problema seja que vocês se preocupam com os casos médicos… Pra mim é o mesmo erro que seria tentar assistir Monk e Psych dando grande importancia aos casos policiais. Pra mim todas essas 3 séries (House, Psych e Monk) são comédias onde os casos policiais e os casos médicos são apenas um pano de fundo de importância menor, para a gente poder acompanhar na verdade as mente geniais (ou não) dos seus protagonistas em acao, as piadas (deliciosamente ácidas, no caso de House), a interacao deles com as demais pessoas, e mais a exploracao das particularidades de cada personagem.

    No caso de House, a particularidade dele, alem da enorme inteligencia e capacidade de julgamento, é toda aquela rabugice tipica de alguns genios (que nao suportam viver ao lado de idiotas que nao acompanham seu raciocinio).

    ESSE é o ponto forte da série. Porque os casos médicos em si, que grande importância eles têm se, pra início de conversa, a gente sequer entende alguma coisa NADA do que eles estao falando? Não entendo dos nomes citados, nao entendo dos exames, nao entendo dos remedios… Aquilo tudo é grego pra mim, sequer sei se a logica da “investigacao” está mesmo correta ou nao.

    E’ assim, pelo menos, que eu curto House. O que menos importa ali são os casos médicos, e sim a dinâmica dos personagens nos episódios. Eles poderiam estar resolvendo problemas mecânicos ou de engenharia, que pra mim o resultado seria o mesmo.

    [ ] Rubens

  4. desculpa Rubens, House pode até fazer rir, mas a série não é comédia de maneira nenhuma…
    mas de resto concordo com vc, o drama médico só serve como base pra discutir as relações sociais, morais, éticas, religiosas e o que mais o House quiser criticar no episódio em questão…
    e sim alguns episódios são só pro House usar todo seu talento pro drama ou comédia e nos fazer rir ou chorar, sem nenhum proposito bem definido…

    e Daniel realmente se for ver House pra se apegar a formula da série melhor parar de ver agora pq ela não vai mudar mesmo, claro alguns episódios escapam disso mas 90% é isso ae mesmo!
    então ou vc aprenda a ver as qualidades da série ou se vc não gostou paciencia…
    mas concordo que pode incomodar a alguns…eu inclusive outro dia critiquei a ‘abertura’ aonde SEMPRE mostra alguém em uma situação de risco e vc fala ‘nossa esse vai ser o caso’ mas depois de algum tempo vc ve que esse cara só tá ali pra roubar a atenção, quem vai se ferrar é alguem nada a ve que está proximo dessa pessoa!!!
    mas pra mim esses ‘erros’ são tão minusculos perto da qualidade absurda da série que pra mim House continua sendo genial

  5. Eu tb acho que House não serve como uma comédia. eu fui um dos q desisti de ver a série também por esse motivo, além de outros! Acho até estranho como vc disse no post: 10 em cada 10 pessoas que veem House acham a série muito fodaH! Foi exatamente pr isso que comecei a ver. mais cmg foi o contrário achei a serie totalmente cansativa! Mais cda um tem um gosto diferente do outrO!

  6. Não acho House uma comédia, mas, realmente, também não dá para classificar de seriado médico. Assim como grey’s também não é seriado médico e justamente por isso sinto tantas saudades dos bons tempos de ER.

    Nos dois casos citados, o hospital serve de pano de fundo para mostrar outras histórias: num o relacionamento meio doentio de um cara que é tão inteligente que acaba se achando acima dos outros e as pessoas ao seu redor, no outro caso para ficar mostrando casos amorosos variáveis.

  7. Controvérsias sempre vão existir e aí, gostar ou não de uma série, depende muito da forma que vc a vê, analisa e aceita (ou não). Eu sou daquelas que adora a série, mas confesso que só fui gostar mais dela a partir da 2ª temporada. E concordo plenamente com o Lucas Leal e o Rubens (tirando a parte que define e série como comédia): os casos médicos são o que menos importa. E Daniel, não assista porque muitas pessoas vêm: gosto é pessoal e intranferível. Eu, particularmente, não consigo me empolgar com 24 horas…

  8. Pessoal, concordo totalmente que eu fui infeliz nas minhas palavras, porque ficou parecendo que eu “defini” a série House como comédia. Não é isso. Foi apenas uma definição estritamente pessoal, eu disse que para mim as séries citadas são comédias. Ou seja, eu, Rubens, assisto a essas series como comedias, sou eu então quem fica procurando pelas piadas e ironias sempre bem sacadas do House, quem foca nas situações embaraçosas, nos exageros, nos ridículos, e simplesmente ignora a parte de drama. E’ coisa pessoal. Ate porque eu detesto dramas (nao me chamem para assistir seriados onde a base toda seja o drama, sem que exista um Jack Bauer batendo e matando muita gente), entao acabo abstraindo completamente as passagens dramaticas para nao me aborrecer com a série.

    Concordo, House nao é comedia. Sou eu quem a enxerga como uma comedia.

    Pessoalmente, eu concordo muito com House. Ao menos nos filmes e seriados eu sempre prefiro que os personagens foquem naquilo que precisam resolver, sem se deixar envolver por emocoes. Acho irritante quando um personagem (ainda mais se for um policial ou militar, treinados para matar) matam alguem num filme, e depois entram em crise por causa disso. Paro de assistir ao filme na hora. Detesto dramas. Acho que esse tipo de enfoque (e considerar o caso medico em si irrelevante no episodio) é que me ajudam a amar essa serie.

    E Simone, desde a época de faculdade (que pra mim foram ha 30 anos) que eu possuo amigos que sao extremamente parecidos com o House: brilhantes, super-inteligentes, mas ranzinzas e extremamente impacientes com os que nao os acompanham (a ponto de distribuirem patadas ferinas, ate mesmo nos próprios pais e mães)… E, sei lá, eu acho essas pessoas muito mais interessantes do que aqueles amigos que estão sempre sorrindo, sempre simpáticos e querendo te agradar de qualquer maneira (esses, para mim, cansam!). Vai ver eu sou meio doentio tambem. Porque eu adoraria ter um colega de trabalho ácidamente sarcástico como o House. E acharia a Cameron enjoativa com toda aquela carga emotiva dela (seria uma pessoa da qual eu certamente me afastaria, se tivesse que trabalhar com ela). Provavelmente a Cameron deve ser daquelas defensoras de bandido (“a culpa é da sociedade”) e que enchem o saco alheio com discursos eco-chatos de “salvar o planeta”. Tremo só de pensar… :-)

    [ ] Rubens

  9. a 1ª temporada é chata, a 2ª é legalzinha, a 3ª é legal, e a 4ª é imperdível, em vez de ficar vendo os primeiros episodios, vê logo a 3ª temporada

  10. a melhor parte de house não é a médica, e sim a humana, o jeito de house lidar com as pessoas e situações, e sua visão do mundo, (parte essa, que nã existe em uns 15 episodios da primeira temporada)

  11. Assisti a primeira e a segunda temporada… nao aguentei… repetitivo é apelido…
    -Chega o caso, ngm sabe o que é, pesquisam.
    -House diz que é uma coisa, os outros dizem outra
    -cuidam do paciente pelo motivo que não é do House (quase sempre por intervenção da Cuddy)
    -tratamento dá errado, House estava certo e salva o dia
    -ahh! e o House é sempre ranzinza com todo mundo… faz piadinhas sem graça… mas tá sempre certo.

    essa é a fórmula de House… nao consegui gostar até hj… qdo eu assistia, nao detestava, mas tbm nao achava nenhuma maravilha do mundo….
    fazer o q eh? gosto é gosto…

  12. E se tu me perguntar o nome de alguma daquelas doenças que eu vi em quase 85 episódios, eu não me lembro. Por quê? Porque não é importante.

    Lembro sim de certas verdades que o House disse, de certas mentiras que ele desarmou, do seu humor ácido, da visão amargurada da vida, da amizade com Wilson, das cantadas prá cima da Cuddy, de desafios propostos a sua equipe, de momentos em que até ele fica sem jeito (são poucos), das revoltas dos pacientes, dos agradecimentos dos pacientes, de uma série de crenças e emoções que só diante da morte é que se revelam….

    Ah, lembrei! E que nunca é LÚPUS! (Só uma vez!)

  13. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

    House é foda por ser House, um ator foda para um personagem foda e que afz com que todos os outros personagens cresçam em volta dele, e com certeza é repetitivo, só uma pessoa muito abitolada para não dizer isso ,mas são essas pequenas coisas que acontecem no episódio que enaltece House.

    A TODOS QUE DESISTIRAM DE HOUSE POR SER REPETITIVO….assistam somente o episódio 21 da primeira temporada, pois é o melhor da primeira temporada minha opinião e não segue tantos preceitos.

  14. A freira (Elizabeth Mitchell, a Juliet de Lost, como você não comentou isso???!!!) não falou sobre a cruz pq não quis falar de uma epoca de sua vida que ela quis esquecer, banir para sempre, fingir que nunca aconteceu. Ela não falou pq “não lembrou”. People lie, diz House todo santo episódio.

    E uma dica pra quem resolveu desistir de House antes da metade da primeira temporada: o meio-final da primeira temprada melhora bastante nos quesitos mais criticados (aprofundamento dos personagens, falta de complicações nos relacionamentos dos médicos, background que se acumula para o episódio seguinte). Eu mesmo assisti até o episódio 1×09 e desisti. Quase fui decaptado na faculdade qdo disse que desisti. Dei uma segunda chance, vi a primeira temporada completa num tapa, e cá estou. In love with House.

    ps- o episódio 21 que o Renan falou é MUITO BOM MESMO, pois apresenta uma surreal quebra de linha narrativa. Depois desse episódio, impossivel desistir do seriado.

  15. Daniel, não assista porque muitas pessoas vêm: gosto é pessoal e intransferível.[2]

    ps Rubens entendi o que vc quis dizer, já conversamos isso uma vez sobre BL, só quis pegar no pé mesmo hehehe

  16. Bom, se os casos não fossem tão importantes, não significariam tanto nos episódios. Tudo bem, a relação entre os personagens, os debates éticos etc são importantes, mas os casos tbm são! se nao fossem, nao teriamos passariamos tanto tempo assistindo e escutando milhares de termos médicos, busca de curas, e os produtores não passariam 3 meses pesquisando para cada episódio… portanto, os casos são importantes sim, e infelizmente, são repetitivos…
    mas confesso que nao relaçao entre os personagens e tal, a série é até boa… no entanto, é uma série de protagonista. Pq o Hugh Laurie é genial, mas os coadjuvantes são péssimos atores…

  17. Espero que o Francisco saiba entubar, fazer uma ressonância ou uma pulsão, injetar epinefrina, diagnosticar lúpus, e coisa e tal… Afinal o trabalho dos redatores não pode ser desperdiçado. É o House fazendo escola.

  18. Daniel, não assista porque muitas pessoas vêm: gosto é pessoal e intransferível.[3]

    Mas eu ainda nao consigo entender como uma pessoa pode NÃO gostar de House.

  19. uhauahuhua clap clap clap
    essa Silvia é uma piadista das melhores..
    mto boa vc… dá pra ter sua própria sitcom agora :)

    o que eu quis dizer é que se a parte médica nao fosse tao importante, nao se gastaria comtanto tempo e dinheiro pra colocá-la nos episodios tão detalhadamente e tanta precisão como se faz. Pq 3 meses de pesquisa é muita coisa, ainda mais pra ser apenas pano de fundo dos dilemas éticos do House e seus colegas…

    essa gentinha que vem com ironia pela internet realmente não tem o que fazer neh? ;)

  20. Ai! Francisco, se é uma série médica é meio óbvio que a pesquisa dê uma certa veracidade, não? Mas é pano de fundo. O House poderia acontecer em qualquer outro ambiente, e continuaria sendo bom.

    Realmente tu não entendeu o que eu quiz dizer com “não é importante”…

    De qualquer maneira, obrigado pelas palmas. Eu sou ótima piadista mesmo e é bom saber que tu tens senso de humor. Valeu!

  21. Francisco, a pesquisa é feita para dar mais veracidade a história. Imagine se iventam uma doença, ficaria totalmente irreal e longe do que a história quer passar, que é a realidade nua e crua.

    Imagine que toda essa pesquisa é como a criação e ambientação dos cenários, que devem ter todos os detalhes e etc. Como a pesquisa que os atores tiveram que fazer para ver como os médicos se comportam e tal, como se faz tal procedimento e etc.

    Se fosse uma série policial haveria toda uma pesquisa a respeito de tudo o que envolve isso.

    A parte médica é importante? É. Mas o resto é mais.

  22. Eu não estou nem para a parte médica da série. Assistiria House mesmo que ele fosse um especialista em conserta batedeiras. O lance do House é o cara, o House! As expressões, a maneira de tratar as pessoas, as sacadas, o quanto ele é engraçado e ácido. Bom, essa é a minha série favorita, não tem jeito.

    Mas se eu não gostasse muito, não perderia meu tempo assistindo, não. Sei lá… Acho que seriado é feito livro: tem muita série boa pra perdermos tempo com aquelas que não gostamos.

  23. Pra mim House é tudo,sinceramente,depois de House não existe mais nada em relação a series,eu simplesmente acho fantastica a atuação de Laurei,ele é pra mim o melhor ator de todos os tempos,ele faz a gente acreditar q ele é tudo o q aparenta na serie.FANTASTICO.

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