Um segundo ano desesperado

Assim como fiz na primeira temporada, resolvi postar minhas considerações gerais sobre esse segundo ano de Desperate Housewives, que terminei de ver hoje, junto ao Sony.

E o que posso adiantar é que surpreendentemente minha opinão geral foi ao contrário da grande maioria de blogs e sites de séries.

9 entre 10 blogueiros concordam que a segunda temporada de Desperate Housewives foi uma bomba, que desgraçou todo o charme da série original, e etc, então já era de se esperar o meu receio ao conferir Next, season premiere deste segundo ano.

E felizmente para minha surpresa me deparei com um episódio redondidnho, que soube dosar a comédia, não se rendeu ao drama fácil que rodeava a morte do marido da Bree e logo de cara já forçou nos colocando na vida de novos vizinhos, daquele jeito que só a série sabe forçar (e que a gente adora).

Por falar nesses novos vizinhos, é indispensável comentar sobre Betty Applewhite. Seu núcleo do “filho deficiente mental amarrado no porão” irônicamente representa o que essa temporada teve de melhor e pior. Acho que ninguém assiste a série esperando um retrato fiel da realidade, então poderia até ser um chupa-cabra amarrado naquele porão que a gente não se importaria, mas toda essa história jamais teve o calibre para ser o “mistério da temporada”, tanto é que ao longo desse ano vários foram os episódios em que esse tema foi deixado de lado.

No entanto, essa falta de mistérios a serem solucionados, de não ter que explicar porque a Mary Alice se matou, o que o Mike Delfino investiga na rua e etc, ajudou e muito essa temporada, podendo focar no que realmente interessa: os personagens.

E foi aí que Deseprate conseguiu o que em nenhum momento a temporada anterior conseguiu fazer comigo: me deixar ansioso pelo próximo episódio. Pela primeira vez eu queria saber como a Bree lidaria com os inúmeros e exagerados dramas de sua vida, se a Gabrielle conseguiria dar um sumiço na freira safada (trama essa que, aliás, rendeu uma das melhores cenas da temporada, com a briga dentro da igreja) e a série passou acertadamente de pretenso drama de mistério cotidiano a dramédia novelesca de humor negro.

Um dos maiores trunfos também foi o merecido destaque de Edie Britt nessa temporada. Seu personagem representa tudo o que a série tem de melhor e seu crescimento na história teve participação direta na melhora desse ano.

No entanto, após uma sucessão de ótimos episódios, a série cometeu o erro fatal de entregar uma season finale, os episodios Remember parte 1 e 2, totalmente sem ritmo, sem propósito, tentando fazer de um final de temporada algo grandioso e memorável, com todos os flashbacks, e tentando dar um grande fim a esse explosivo segundo ano. Mas o que aconteceu é que não precisava de um grande fim. Não havia nenhum grande arco a ser finalizado, e isso jogou por terra tudo o que a segunda temporada tinha conquistado, deixando uma má lembrança na mente dos telespectadores (e daqueles que comentam mesmo tendo visto apenas os primeiros e últimos episódios, e que vamos combinar, não são poucos os que fazem isso).

Portanto eu não sei o que esperar desse terceiro ano. Esses mesmos 9 entre 10 blogueiros dizem que a série retorna aos bons tempos da primeira temporada e aumenta em qualidade. Mas para mim, que preferi a segunda à primeira, é melhor ver os episódios do que confiar na opinião alheia.

Se vou concordar ou discordar com eles, isso veremos no próximo post. 

 

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19 comentários sobre “Um segundo ano desesperado

  1. Bom texto!! ^^

    Voce é meio esquisito, mas é impossível achar a terceira temporada “menos boa” que a segunda!
    O terceiro ano, sim, eu ansiava pelos proximos episodios, de tao bacana que eram…

  2. Ótimo texto.

    Também achei a segunda temporada um pouco melhor que a primeira pelos fatos que você falou. Principalmente a Bree, ela tá excelente.

    Prepare-se para a terceira, que é mto mto boa.

    Só não espere muita coisa da quarta.

  3. Eu acho que a terceira temporada foi melhor que a segunda, mas ainda assim não foi BOA. A primeira teve aquele mistério que me deu vontade de continuar a assistir um episódio atrás do outro. Na terceira temporada eu até tive a curiosidade de saber o que ia acontecer, mas fiquei um pouco frustrado com o final (não spoilearei(sic) hehe).

  4. Eu tbm gostei muito da 2ª temporada. Achei ela mais consistente que a 3ª, em termos de dramas individuais. O mistério da 2ª temporada foi ruim, mas o da 3ª (em minha opinião) também não se salva. O da 4ª está parecendo ser mais interessante.
    Na 2ª temporada fomos presenteados com excelentes cenas de dramas (Susan com o vestido de noiva, Gaby e o bebê, Bree brigando com Andrew) e comédias (a cena inicial de Next, Gaby brigando com a freira). O defeito foi o fato das housewives ficarem mais afastadas, mas isso nos permitiu conhecê-las melhor.
    E na 3ª vc vai ter mto mais de Edie Britt…

  5. Ednilson, vc comentou sobre as cenas de drama, eu achei a da Susan muito boa mesmo, mas acho que a da Gaby mostrou o quanto a Eva precisa evoluir como atriz. Ela tem um otimo timing cômico, mas aquela cena com ela gritando “my baby” foi meio constrangedora.
    E que bom q essa terceira temporada tem mais Edie =]

  6. olha acho que vc não vai gostar muito da 3°, ela chaga ao apice do exagero na quesito exagero, já a 4° é muito mais ponderada e viciante

  7. Oi Victor, eu havia lhe falado, anteriormente, nos comentários sobre a primeira temporada, que vc deveria ter paciência com a série, pois vc iria se surpreender. E parece que isso aconteceu. Realmente, a segunda temorada de Desperate desencantou muitos de seus fãs por ter pego pesado no drama e no suspense, mas, para mim, foi o que me encantou, principalmente o núcleo de Bree, que contém o meu episódio favorito: “That’s good, that’s bad”, simplesmente fantástico.
    Isso sem falar no suspense envolvendo os Applewhite, o humor dos Solis e o final da temporada, com o atropelamento do Mike Delfino.
    Quanto à terceira temporada, não sei se chega a ser melhor, mas vc irá ver episódios excelentes (envolvendo pedófilo, reféns em supermercado e td aquele exagero que adoramos), mas tb irá ver a história bastante cansativa que envolve Susan/Mike.
    Irá se surpreender tb com Eddie.

  8. Sabe oq é o melhor? Eu não sei absolutamente nada sobre a terceira temporada, nem um spoiler sequer =]
    Só sei que todo mundo diz que Bang é o melhor episodio da história da série.

  9. Realmente…ainda não acompanhei muito da 4ª temporada (até mesmo pra não ter aquela coisa de ficar esperando pelos episódios novos), mas dos que eu vi até agora, Bang foi o MELHOR mesmo.

  10. Bang é muito bom sim, bem trabalhado, muito melhor do que “something’s coming”, mas não acho o melhor da série. Ainda prefiro “That’s good, that’s bad”, como disse acima, empatado com o episódio “Now I Know, Don´t Be Scared”, da quarta temporada, que retoma o humor negro e o sarcasmo de uma forma brilhante, além da cena inigualável de Lynette no final.
    Mas a terceira temporada tem outros episódios muito bons, como o final da participação do pedófilo, q é d arrepiar, “Dress Big”, uma metáfora inteligentíssima e quase imperceptível sobre o que cada personagem veste e a belíssima interpretação de Eddie, sem contar o episódio narrado por Rex, a pizzaria Scavo, e o final, novamente com Eddie Britt. Ah, sem contar o novo marido-problema da Bree (coitada) e o simpático Ian, que por mim, poderia estar na série até hj (não vou com a cara do Mike Delfino).

    UFA!! Vou para d falar, pq se não estragarei as surpresas para quem não viu ainda, ou seja, Victor Regis!!

    Prometo que só irei postar meu comentário sobre Desperate qd ele for comentar a terceira temporada…

  11. ´Já tava na hora de mais alguém falar bem de Desperate \o/

    Bom, eu não odiei a segunda temporada de Desperate. Lógico que achei ela inferior à primeira. Primeiro, pq o primeiro ano da série é, pra mim, a melhor primeira temporada de todas as séries. Impecável, um episódio melhor que o outro, perfeita em todos os níveis: roteiro, atuação, direção…

    Segundo, pq a história deslizou em algumas partes. Achei que aquele alcoolismo da Bree foi muito bizarro (surgiu completamente do nada), a trama da Susan ficou completamente sem nexo (não houve um elemento que a guiasse durante essa temporada) e alguns episódios pareceram estar lá só para fazer número (como várias situações da Lynette no trabalho).

    Entretanto, se a segunda temporada errou muito, ela também acertou bastante. O crescimento do Andrew na série foi excelente, e a cena em que Bree o abandona é completamente emocionante. A briga entre Gaby e a freira na igreja é hilária e antológica. Sem contar a participação da Alfre Woodard, que embora tivesse uma personagem não tão bem construída (Betty), fez maravilhas com o que tinha.

    O problema é que ela exagerou demais nesse ano. Quando isso acontece ou vc erra feio, ou acerta bonito. E nesse ano a série fez dos dois.

    A terceira temporada é melhor q a segunda, mas ainda não chega aos pés da primeira que é excelente!

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