House – 4×15: House’s Head [Season Finale, Part 1]

O motivo pela qual eu tenho pegado no pé desses últimos episódios de House é porque eu sei que a série tem um potencial absurdo para proporcionar aqueles momentos constantes de “Uau, isso foi uma das melhores coisas que eu já vi” como costumava acontecer nas primeiras temporadas. Essa semana House chegou ao auge do que pode ter sido não só o melhor episódio da temporada, como de toda a série.

Spoilers Abaixo:

Já é costumeiro aqui dos reviews os destaques para os ótimos roteiros e a sempre maravilhosa atuação de Hugh Laurie, mas hoje em especial quero destacar a montagem e a direção do episódio. A forma como o subconsciente de House foi mostrado, todo o simbolismo por trás e a jornada que o Dr. teve com a própria mente para desvendar um dos quebra-cabeças mais angustiantes de acompanhar, foi algo brilhante. Ambas as cenas de flashback no bar ou no ônibus tiveram um ar cinematográfico como eu nunca tinha visto em House. A seqüência do acidente de ônibus e as pessoas sem rosto no bar, foram cenas que não vão sair da minha cabeça tão facilmente.

Embora grande parte do episódio tenha fugido da fórmula costumeira (será que foi por isso que foi tão bom?), ainda tivemos algumas cenas habituais, como House trancando todo mundo para fora e tomando uma decisão aparentemente absurda, mas que no final salva a vida do paciente porque ele estava certo, uma das melhores piadinhas com 13 até agora e é claro que eu não posso esquecer a fantasia com Cuddy que mesmo que na verdade tenha sido uma manifestação do subconsciente de House, foi muito interessante ver que no fundo ele tem mais “tesão” em resolver um quebra-cabeça do que ver Cuddy fazendo um stripão vestida de colegial.

Outra coisa que ficou bem clara é como a mente de House é superior as outras. Ele no strip club fazendo um autodiagnóstico e chegando a conclusão em poucos segundos de que perdeu 4 horas da sua memória mesmo estando bêbado e contundido foi um pedacinho da amostra da sua mente brilhante. Tomar remédio de Alzheimer só para aumentar a velocidade da sua atividade cerebral e arriscar a própria vida para desvendar o mistério pode ser considerado estupidez, mas aqui vimos o desespero de House não só em salvar uma vida, mas o preço que ele está disposto a pagar para matar a curiosidade (lembrem que isso já foi mostrado no começo da temporada quando ele leva aquele choque na tomada e Amber salva ele).

Quando acabou o episódio eu fiquei sem entender porque a mulher que representava Amber no subconsciente de House ficava repetindo para ele olhar o colar dela. Só depois quando eu fui dar uma pesquisada fui descobrir que amber é a palavra em inglês para âmbar que é o nome daquela resina fóssil do colar. Bela sacada dos roteiristas.

Semana que vem a quarta temporada termina e duas grandes perguntas estão no ar. O que diabos Amber estava fazendo no ônibus com House? Um caso entre eles seria muito clichê, né?

Será que ela vai morrer? Matar alguém no season finale é outro clichê, mas se ela morrer e causar um grande impacto na temática da série pode até ser algo interessante. Isso porque eu gosto muito dela.

16 comentários sobre “House – 4×15: House’s Head [Season Finale, Part 1]

  1. Gostei muito, mas não achei o melhor já feito. O final, porém, foi soberbo. Fiquei de queixo caído com a revelação da Amber. HOUSE está desenvolvendo um certa fixação com sonhos e subconsciente, já tivemos o “No Reason” com tema semelhante. Influência de Família Soprano?

  2. Li em um site que David Shore deu uma recente entrevista e disse que algo irá acontecer na season finale que mudará profundamente a vida dos personagens. Então, as suspeitas que vc mencionou no fim da review fazem algum sentido. O ep. se chamará Wilson´s heart, enfim, acho que será excepcional! E este episódio prova p quanto a série é excelente e os roteiristas são brilhantes ;)

  3. Noooooossaaaa MORRI xD

    Melhor episódio da série, foi muito legal, tipo, sem palavras, acho tb q foi um dos que a equipe antiga e equipe nova se encaixaram melhor, td mundo apareceu um pouco, e teve importância, as cenas do acidente foram muito bem feitas, e a Amber ganhou muito destaque.

    Muito anciosa para ver o episódios Wilson’s Heart.

  4. Ok, eu não li nada porque vejo pelo Universal, mas só o titulo do episódio já deixou claro que é sensacional.

    Alias, quando volta a passar na TV Paga?

  5. Todos realmente enfatizaram tudo de bom que teve esse episódio: direção espetacular, atuação, Cuddy colegial (Hum, nas partes em que há ‘zoom’, dublê, certo? O corpo no geral, em pose. Vou rever mais algumas vezes para ter certeza :D ), mente, House, roteiro…
    Mas Amber? Esta atriz foi abençoada com este papel, em que trabalhou com toda a competência. Sinceramente, não tenho mais esperanças para ela, mas quero ver como será o processo!!!

  6. Hoje em dia nada mais é tão original. House também não foi. Já explorou alucinações antes.
    Mas não quer dizer que não se pode ser criativo. E esse episódio é exatamente isso.
    Criatividade pura. A cabeça do House é uma caixinha de surpresas. Até prá ele mesmo.
    O acidente foi espetacular. A dança da Cuddy foi hilária. E, prá quem gosta, deve ter sido excitante. Chase finalmente apareceu. E o trabalho em equipe justificou a presença de todos. É claro que Hugh/House carregou o piano nas costas. Mas foi magistral.
    Nem vou fazer previsões quanto ao lance com a Amber. Quero a surpresa. Só espero que seja lá o que acontecer não estrague a amizade com o Wilson, que é o que eu mais gosto na série. Como o título do próxima episódio é com ele, ai…. me corre um frio gelado na espinha.

  7. Roteiro de House: :D

    [PERSONAGEM1] aparece fazendo [UMA COISA QUALQUER]. [PERSONAGEM 2] aparece e
    fala algo para o [PERSONAGEM1]. Tudo leva a crer que o [PERSONAGEM1] vai ter
    um piripaque qualquer e cair no chão. Mas, surpreendentemente, é o
    [PERSONAGEM2] que tem o troço.
    CORTA PARA O HOSPITAL
    A Dra. Cuddy mostra a ficha de internação do [PERSONAGEM2] para o Dr. House,
    mas ele dá uma desculpa qualquer e diz que não tem porque tratar do
    moribundo. A Dra. Cuddy dá um dado qualquer do histórico do paciente. Dr.
    House se interessa pelo caso.
    Dr. House e sua trupe de médicos incompetentes, que só sabem fazer exames e
    não tem nenhum talento em diagnosticar doenças, discutem o caso. O grupo
    aponta vários diagnósticos. Dr. House descarta todos e diz que pode ser
    [DOENÇA1]. O grupo parte para fazer exames tradicionais para diagnosticar a
    [DOENÇA1].
    Durante um dos exames, o [PERSONAGEM2] tem um outro piripaque, muito pior
    que o primeiro. Provavelmente na mão do Dr. Chase.
    Dr. House se reúne com seu grupo. Eles apontam novas possibilidades. Dr.
    House traça dois possíveis diagnósticos: [DOENÇA2] e [DOENÇA3]. Dr. House
    decide tratar a [DOENÇA2], mesmo sabendo que o tratamento pode potencializar
    os efeitos da [DOENÇA3] e matar o [PERSONAGEM2]. Dr. House humilha a Dra.
    Cameron por ela estar num dilema ético por conta da honestidade da relação
    médico paciente. Dr. House humilha Dr. Foreman e manda ele invadir a casa do
    [PERSONAGEM2]. Dr. House humilha Dr. Chase, só por que ele é rico, boa pinta
    e costuma diagnosticar incorretamente os pacientes.
    O [PERSONAGEM2] tem um novo piripaque. Tudo leva a crer que era realmente
    [DOENÇA2], mas os novos exames, feitos pelo Dr. Chase e pela Dra. Cameron
    mostram que não pode ser nem a [DOENÇA2], nem a [DOENÇA3]. Dr. House insiste
    no diagnóstico da [DOENÇA1], embora o paciente não demonstre os sintomas.
    House se reune com o grupo e humilha todos. House se encontra com o Dr.
    Wilson e tem uma conversa sobre assuntos transcendentais. Dr. House humilha
    Dr. Wilson, mas eles são amigos. Tudo bem.
    Dr. House atende de má vontade alguns pacientes na clinica. Então, por conta
    de um evento desconexo e inesperado, ele tem uma idéia sobre o caso.
    Dr. House vai até paciente e [FAZ UMA COISA ABSURDA]. Todos se assustam. Dr.
    House consegue provar o seu diagnóstico da [DOENÇA1].
    Dr. House se reune com o grupo e humilha a todos. O [PERSONAGEM2] sai do
    hospital curado. Dr. House continua sentido dor na perna e tomando seus
    remédios.
    [FINAL BONITINHO]

  8. Esse episódio de House mostrou, de uma vez por todas, que o lugar da série é na dianteira de todas as outras sitcoms que envolvem a atividade médica.

    Um roteiro criativo, uma série de acontecimentos intrigantes, um bocado de alucinações, mistérios suficientes pra preparar o pessoal pro episódio final (“Wilson’s Heart”) dessa temporada… Fantástico! Foi a primeira vez que eu vi um episódio de House mais de uma vez.

    Muito interessante mesmo. Fiquei me apunhalando no peito depois do episódio, por não ter sacado que o colar era feito com âmbar (Amber). Eu sabia daquilo de cor e salteado, mas eu estava tão envolto na trama… Que eu acabei vivendo um pouco da confusão do próprio House na hora.

    Quem não tiver visto a promo do episódio 16, VEJA! É fantástica. Torço, no entanto, pra que nada aconteça com o House ou com o Wilson. Se a Amber tiver que morrer pra que a quinta temporada continue com o Wilson no elenco ou com um House que não esteja letárgico, que assim seja (Embora eu goste demais da química dela com o Hugh Laurie).

    Episódios assim me deixam com um sorriso estampado no rosto. :D

  9. “Só espero que seja lá o que acontecer não estrague a amizade com o Wilson, que é o que eu mais gosto na série” (2)
    E os inéditos na Universal voltam dia 29/05

  10. Po…
    Na primeira vez que House fala sobre o mosquito naquele material amarelo.
    Lembrei essa história de ambar/amber por conta do Jurassic Park… onde eles pegavam o DNA do dinossauro preservado em mosquitos conservados em ambar de plantas…
    Senti-me como um House da vida ehehehee

  11. ah pra mim tá longe de ser o melhor episódio da série…
    da temporada talvez, nem chego a afirmar
    e como o amigo acima falou, poh foi fácil entender quando ele falou do Ambar/Amber por conta de JK, que tem o vídeo mostrando o mosquito preso dentro da parada…por sinal se alguem fosse mais malandro (como nosso amigo acima) tinha matado isso no meio do episódio quando ele fala da mosquito na resina, ele não fantasiando com a Amber e etc…mas eu nem me toquei naquele momento, só no fim mesmo quando ele fala Amber que eu me toquei caraca Ambar hehehe

    “O acidente foi espetacular. A dança da Cuddy foi hilária. E, prá quem gosta, deve ter sido excitante. ”

    Silvia não só foi hilária como foi excitante sim!!!melhor cena do episódio =D
    pena q o House preferiu os diagnosticos…bleh!

  12. Pessoal, depois do choque inicial que a gente leva depois de ver esse episódio, lá vem aquele monte de idéias que é difícil de conter. A maioria dos comentários que eu li levantam a lebre de um caso entre o House e Amber. Algo que certamente o Wilson, a Cuddy, a equipe inteira e “nós” não vamos perdoar.

    Mas de repente eu penso que o lance entre os dois pode ser um simples “acerto” prá Amber namorar o Wilson. E toda aquela palhaçada dos dois dividindo a atenção dele seria só prá disfarçar. Ainda assim, será que o Wilson perdoaria uma sacanagem desse tipo???

    E Pedro – Roteiro é assim mesmo. Essa tua análise serve prós 3 CSI, Cold Case, Without a Trace, NCIS, bláblá blá. Até Dexter se encaixa. No entanto todas essas séries são ótimas, criativas, às vêzes ousadas e originais. Caso esteja cansado, comece a escrever roteiros também. Ou dá um tempo da tv. Numa boa.

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