Levando séries a sério. Até demais?

O Anderson fez um belo texto aqui, sobre o modo como vemos as séries. Mas pensando mais profundamente no assunto, até que ponto uma série consegue influênciar nossa vida? Qual será o nível de importância que relegamos aos programas que passamos horas e mais horas de nossa existência vendo, discutindo e aguardando?

É um tema mais profundo do que aparenta ser. “É apenas televisão”, dizem muitos, mas eu sei, e você também sabe que não funciona assim. Consigo me lembrar claramente do pier, do Bait Shop, talvez até da leve brisa desse tempo. Mas espera, não vivi isso.

Será que algum dos Friends sente tanta saudade de mim quanto sinto deles?

A verdade é que passamos tanto tempo em frente à TV, computador, que eles não são estranhos que estão do outro lado. Falamos Seriously, aprendemos técnicas de investigação, frases de tribunais…conhecemos a vida de pessoas diferentes que, no fim das contas, ajudam a conhecer a nossa própria vida, carregando o que mais importa em um pedaço de nós mesmos.

E esse texto todo por causa de Medium. Não tive um dia agradável e Allison DuBois me distraiu à noite. Confesso que tinha medo, medo de olhar para trás no futuro e perceber que dediquei tanto da minha vida a sentar na frente de um eletro-doméstico inanimado.

Mesmo estando na minha segunda década de vida, e ainda não podendo me arrepender das escolhas que fiz, o medo passou. Percebi que não estou apenas sentado na frente de um eletro-doméstico inanimado. Na verdade, estou na frente de uma contribuição de inúmeras pessoas, de inúmeras histórias que se uniram para que o que eu acabasse vendo fosse não só uma obra fictícia, e sim um reflexo de eu mesmo.

Enfim, cada um tem uma experiência diferente ao assistir um programa, e tenho certeza que é um assunto com muito pano pra manga. Como é com você?

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11 comentários sobre “Levando séries a sério. Até demais?

  1. Putzz séries são muito importantes na minha vida, além de assistir eu ainda criei um blog pra falar da minha favorita, e tipo é aquilo, ficamos anciosos antes, concentrados durante, e pensando no próximo enquanto refletimos sobre o q acabou. Isso resume minha cabeça durante a semana. TÔ nem ai q fui mal na prova de física segunda, o importante é q assisti 4.16 Wilson’s Heart xD

    Não sei até quando essa coisa vai durar, ainda sou jovem tb pra me arrepender, mas certamente não estou diante de um eletrodoméstico inanimado. Estou diante de uma coisa q me faz aprender, que me diverte, tem gente q bebe, q usa drogas, eu assisto séries x)

  2. Bom, já falei no post do Anderson e não poderia deixar de falar aqui também, pois, indubitavelmente, esse é um assunto que tem muito a ver comigo e com muitos fãs de séries em geral.

    Não sei explicar, ao certo, o que me faz sentar em frente à televisão e ao computador e, por alguns minutos, me transportar para os subúrbios, para os grandes hospitais, até mesmo para uma ilha desconhecida, onde posso conviver com médicos, donas de casas desesperadas, serial killers, mafiosos, amigos comuns, pessoas boas, outras nem tanto…

    Talvez seja a vontade inconsciente de fugir da realidade, da facilidade de socialização com pessoas irreais… mas, acredito que a motivação seja muito maior do que qualquer explicação psicológica possa dar, afinal assistir uma série é divertimento, é crescimento, é aprendizado!!

    A fuga da realidade se esmaece quando passamos a assistir uma série com uma visão crítica, identificando-se com as personagens, subtraindo a idéia do diretor, do roteirista, tentando utilizar, aquilo que acabamos de ver e aprender, em nossas vidas.

    É a transmutação do que era irreal para a nossa realidade, para a nossa verdade: “seriously”, “yep”, “really”, “fuc*” e tantos outras expressões que começamos a utilizar em nosso dia-a-dia, sem contar nas roupas, nos acessórios, nas atitudes, no modo em que passamos a tomar decisões e a levar a vida.

    E não nos esqueçamos daquelas séries e programas que existem apenas para nos divertir, que nos alegram, nos fazem superar algo de ruim que tenha acontecido ou esteja acontecendo, nos servem como um refúgio, como um “remédio de fazer risadas”. Aquelas em que a crítica cede espaço ao puro entretenimento.

    Que atire a primeira pedra aquele que nunca se identificou com uma personagem, com uma história, com uma cena, com uma expressão… aquele que nunca sorriu, nunca derramou uma lágrima ou nunca sentiu aquela deliciosa sensação de arrepio, ao assistir um episódio de uma série, seja esta qual for…

    Parabéns pelo belíssimo texto e pelo post Victor e, certamente, esse é um assunto que sempre será um prazer comentar.

  3. Bom Victor, venho aqui com frequência pra saber das novidades sobre as séries , mas só há alguns dias me senti a vontade de deixar um comentário, pois tive uma experiência horrível em um outro blog. Gosto muito do efeito que as séries causam em mim. Tenho sentimentos dúbios é claro, as vezes fico chateada e até me pego meio triste por causa de um final indesejado. Concidero a telinha da minha tv uma companheira para os momentos em que quero ficar só e não ter de pensar muito, só me distrair. Acho que nada deve ser levado a sério demais , se não, perde o encanto.
    Abraços. Sol.

  4. Na verdade, acredito que somos influenciados por coisas e pessoas que gostamos, admiramos… Eu, pessoalmente, sou influenciada por séries sim. Posso dizer que sou um viciada :) Já em relação a música… me vejo em um filme som trilha sonora: acho que cada momento de seu dia e de sua vida nos faz lembrar de alguma canção e até me imagino caminhando e tocando uma música ao fundo… E, lógico, os filmes também tem esta influência. Seja como aprendizado, como distração, como alento nos momentos difíceis, e até nos fazer sonhar, tudo isto me influencia e torna a vida mais prazerosa :)

  5. ô, nem me fale! as séries contribuem em mil coisas, desde as simples como nome de procedimentos médicos ou jargões de tribunal até a identificação com uma experiência de vida retaratada na tela.

    EU ADORO TV. boa parte das pessoas que eu conheço não entende como eu posso simplesmente negar um convite de comer um caranguejo numa quinta pq tem e.r e house, ou porque eu saio as vezes correndo da faculdade sem falar com ninguém pra não perder nem um segundo de um episódio de lost ou 24h. eu entendo. me divirto e isso me basta. tô trocando minha vda social por tv? nem um pouco. sáio qnd quero e quem falou que jogar conversa fora é sempre mais válido do que ver Creed de cabelo pintado em the office e chorar de tanto rir?

    evidente que eu não vou viver minha vida querendo casar com o coach taylor, mas posso sonhar com um homem como ele pra mim. eu não vou viver querendo ser atendida pelo Dr. Greene, mas posso, qdn tiver doente, sonhar comigo mesma e rir de mim mesma pensando “ah, se o Dr. Greene tivesse vivo pra me atender”.

    E ainda, posso dormir um belo e dia e sonhar um daqueles sonhos muito doidos, de fuga e perseguições e no final, ele, o próprio Jack Bauer junto dela, a propria Sydney Bristow vêm pra me salvar.

    a ficção me diverte e tenho todo o direito. ela taí pra isso.

  6. Gostamos de TV principalmente porque é muito mais fácil olhar os defeitos da vida alheia, criticar o modo como os outros vivem do que olharmos para nós e enxergarmos o tempo que perdemos com pouca coisa.

    Pelo menos para mim, que de tanto assistir seriados e inúmeros programas televisivos, o prazer está em ver a saída do problema do meu personagem favorito quando ele não pode ver, porque, já pensou como seria bom se conseguíssemos ver quando estamos agindo precipitadamente, ou quando estamos tomando a decisão errada?, enfim, como seria bom se soubéssemos que no final, para muitos, tudo dá certo?

    A TV também nos proporciona um scape, um prazer momentaneo, eu pelo menos quando assisto esqueço dos problemas, das contas pra pagar, rsrsrs, das decepções….e melhor ainda, sempre tem alguém com o qual nos identificamos, ou com o qual aprendemos a ser melhores a cada dia. É lógico que a TV tem seus problemas, mas o bom da vida é aprender somente aquilo que é bom, o que é ruim, esquecer!

    As séries dão outro sentido a minha vida, meu final de semana muda quando assisto ao romance Mer e Derek, afinal, tem alguma coisa melhor do que ficar odiando os dois por naum estarem juntos? rsrsrsr e torcendo pra que um dia fique?

    gente,eh issuu..chega de falar ne? hauahuau

    PS: Victor,você sempre escrevendo muito bem….adoro seus post! :)

  7. Pois eu passo na frente do computador o mesmo tempo ou até menos que muita gente passa na frente da tv. Eu também “escolho” o que quero ver – e nestas minhas escolhas tenho certeza que a maioria dos episódios que assisto SEMPRE me acrescentam alguma coisa.

    Seja a “vida” de algum personagem, que é igual a minha, ou de um outro que é bem diferente de mim, mas me ensina a “ver” as outras pessoas, são momentos que depende de mim saber valorizá-los ou não.

    Sim, eu poderia estar lendo o livro – obviamente com pessoas e histórias tão boas quanto às do meu PC.E ainda pretendo fazer isso.

    Sim, a vida real é interessante também. Aliás, é ela que dá origem a todas essas histórias.

    Mas o ritmo é bem mais lento. E a gente tem pressa. Fazemos perguntas, queremos respostas. Posso estar abrindo mão de ser agente da minha vida, mas minha “passividade” eu garanto que não está sendo em vão.

    Na pior das hipóteses eu estou “pensando” a vida. Quem realmente se dá o trabalho de fazer isso???

  8. Séries surgem, séries acabam. Não há como levá-las a sério. Quando uma acaba já entra outra no lugar. Não há como realmente se importar ou se afeiçoar por elas. Como se importar ou se afeiçoar por algo que todos nós sabemos que é ficção?

    Acho que só quem depende das aéries para viver é que realmente deve levá-las a sério.

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