Baú das Séries: Sex And The City

Pegando embalo no lançamento do filme (e de seu sucesso nesse fim de semana de estréia) o baú das séries revisita a série feminina mais original, provocadora e influente de todos os tempos.

Ponha seu tutu de bailarina, prepare seu drink favorito e abra espaço para Sex And The City.

É difícil falar sobre a importância de Sex And The City. É o tipo de programa que ultrapassa as fronteiras da televisão, fincando raízes no imaginário da cultura pop, transformando-se em patrimônio para todos no começo da fase adulta, influenciando tudo o que vêm a seguir. É como um Pulp Fiction do mundo das séries.

Em 1998, a população caminhava para a virada do milênio, mas não havia nenhum programa com que as pessoas, principalmente as mulheres, pudessem se relacionar diretamente para experenciar algo que eu faço, você faz, nossos pais fazem (de vez em quando), porém ninguém mencionava na televisão: sexo.

Claro, tínhamos Friends debatendo sobre o assunto casualmente, mas queríamos algo mais agressivo, precisávamos falar de sexo, ver sexo, precisávamos de uma Sarah Jessica Parker problemática ao extremo, com um cabelo mais complicado ainda, para nos ensinar que sexo, e a cidade, têm tudo a ver. Nascia Carrie Bradshaw.

Depois disso todo mundo sabe a história de cor e salteado. Carrie e suas outras três amigas nova-iorquinas tornaram-se um fenômeno rapidamente, para um público que, extasiado, via-se retratado fielmente na tela da HBO. Nunca antes um programa tinha ido tão direto ao ponto sobre o que é ser mulher em uma cidade caótica e que só cresce, e a ironia é que o Victor escreve sobre o que é ser mulher.

E esse é um dos maiores trunfos da série. Sex And The City jamais se perdeu em sua própria proposta, tornando-se um soft-porn apelativo ou um monólogo da vagina. Independente do sexo, o programa tinha tanta alma e personalidade que nos transformava em Carries, que tinham na incrível narração de Sarah Jessica Parker a nossa dose semanal de uma das melhores crônicas sociais que a televisão já roteirizou.

Então deixe de lado as brigas no elenco entre Kim Catrall e a protagonista e se entregue ao deleite fashion, romântico, sexy, divertido e honesto que foi a série. E se dramas fracassados como Related, Lipstick Jungle e Cashmere Mafia naufragaram rapidamente ao tentar copiar a fórmula de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte, significa que o mundo precisa de mais um pouco de Sex And The City.

Desce uma rodada de Cosmopolitans por minha conta.

Ah, e sexta-feira eu volto para dizer o que achei do filme.

15 comentários sobre “Baú das Séries: Sex And The City

  1. Way to go, Victor!

    Concordo. A série é um fenômeno cultural e de extrema importância para o cenário televisivo. E eu morro de vontade de vê-la. Um dia eu alugo todas as temporadas na Blockbuster! =)

  2. HAUSDHUASH! Cara eu nuca vi a serie! :o Nunca mesmo, e me arrependo por isso,. ate porque hoje quando leio comentarios sobre ela leio apenas coisas boas! Nom momento não da para baixar e ver toda a serie, mais quem sabe daqui uns tempos pelo menos eu nao tente ver alguns episodios! Quanto ao filme assim que chegar por “aqui” eu vou tentar ver!

  3. Sex and The City! Vi em DVD as 4 primeiras temporadas naquele esquema de ver 16 episodios em 3 dias. kakakaka
    A serie é boa, não acho genial.
    Há momentos irritantes, Afinal Carrie Bradshaw é chatíssima. Seu romance c Big é tedioso.
    A miranda é minha favotita. Vou ver as 2 ultimas temporadas ainda por causa dela.
    Samantha e Charlote são excessivamente caricatas, embora seja personagens que não teriamos dificuldade de encontrarmos a nossa volta.
    A série tinha td p ser desastrosa como tds as series que tentaram retratar o universo feminino, mas conseguiu ser divertida.
    Acho que o mais bacana da série é que ela mesmo não se leva a sério. Td no final se resolve comprando sapatos. Não há melodrama e tentativas de se ser profunda na narrativa de Carrie. Sex and the City não é PRETENCIOSA. Esse é seu merito.

  4. Também não vejo a hora de assistir o filme, apesar da Veja ter falado mal.
    Concordo com o Thomaz. A Carrie tem horas que dá vontade de entrar na tela e dar um chacoalhão.
    Mas acho que as quatro simbolizam a mulher em sim. As três representam qualidades que todas temos e Carrie tenta juntar esses ingredientes, refletindo muuiiiito. Aliás, o que toda mulher faz… rss

  5. “Sex and the City” sempre foi minha comédia preferida, aliás após seu fim não vi nada do gênero em séries que tivesse a mesma qualidade. Já vi e revi todas as temporadas e estou bem ansioso para o filme, dizem que foi feito para os fãs – ou seja, devo gostar bastante.

  6. Sem duvida uma das series com maior influência cultural, amo demais, você sabe qual era a media de audiência dela ?

    falando nisso, qual foi a audiência do MTV movie awards ?

  7. I can’t believe! They back!
    I can’t wait to see the movie!

    ´´The most exciting, challenging and significant relationship of all is the one you have with yourself. And if you find someone to love “the you” you love, well, that’s just fabulous.“

    Carrie Bradshaw.

  8. O que gosto em Sex And The City é o fato das personagens serem bem urbanas, vivendo um caso de amor (ódio tbém) com a cidade em q vivem.

    Carrie Bradshaw e Samantha Jones são disparadas as melhores personagens. E olha o que essa série fez pela carreira delas, é antes e depois SATC. A ótima Kim Catral estava perdida em bombas como Loucademia de Polícia. Sarah em filmes alternativos inespressivos.

    Charlote e Miranda também eram boas.

    Eu simplismente amo série que usam referências POPs nos roteiros. Sex fazia isso muito bem, assim como Will&Grace e Entourage

  9. texto muito legal, Vi!
    Nuss
    a princípio achava que uma série falando só de sexo seria muito massante ou extremamente apelativo
    mas ela eh muuiito divertida!
    To loka pra ver o filme =D

  10. Noss… Sex and the city é de assistir episódios seguidos…
    as meninas são caracturas propositais…tipo a mulher independente (miranda), a sexualmente-ultra-ativa (samantha) e a conservadora doce e que acredita no amor (charlotte) e a carry é tipo a junção das 3 (hã? kkk)…

    noss o filme é muito bom mais infelizmente se vc nao viu a série nao vai sentir toda a “emoção” e o drama igual a quem acompanhava a história delas a anos….

    sex and the city é um primor… não é chata, não tem melodrama, é direta e como alguem disse aí ensima… se a situação está dificil, elas deixaum pra lá e resolvem com exemplares sapatos Manolo Blanick…

  11. terminei ontem de assistir a serie… e nossa como eu chorei… chorei… chorei muito… pq e humano e é a vida nao e apenas ficção muitos episodios são a nossa alma e nossos conflitos… sobrem m quem somos e quem temos q ser… a melhor serie de todos os tempos…

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